html> DEXTERAvox

Sábado, Agosto 05, 2006

Mudanças...

Estamos aqui.

Terça-feira, Abril 25, 2006

25 / 4



Porque a motivação é igual, republico este artigo:

- Um cravo morto pelas centenas de milhares de africanos mortos ou estropiados, durante as guerras civis amavelmente fomentadas e politicamente desertadas pelos valorosos heróis anti-fascistas de Portugal, após a revolução.



- Um outro cravo, esse quase morto, em honra dos milhares de soldados portugueses votados ao esquecimento e ao abandono pelos nossos valorosos governos da Liberdade. Que a flôr seja partilhada pelos milhares de retornados, abandonados à sua sorte e às mãos de guerrilheiros bárbaros e déspotas insuflados de proto-marxismo.


.

Sábado, Abril 22, 2006

Série de culto!



Há muito que uma série de televisão não me prendia desta maneira...!

Temos de convir que, se há "ficção" em que se aprende algo de real e proveitoso, é esta. Desde os termos, passando pelos diagnósticos médicos, pelo raciocínio explicitado... Aqui tudo é realista e credível.

Havia (ou há) um tal "Serviço de Urgências", que por sinal até já tem uma versão espanhola, que nunca me despertou qualquer interesse. Tratava-se de algo chato e a puxar ao sentimentalismo, que nada contribuía para uma apreensão mínima de cultura geral. Por outro lado, o carácter misterioso e intrigante emprestado a esta série, que, apesar de não percebermos patavina de medicina, nos põe a pensar sobre o que realmente se poderá estar a passar com os doentes em causa, isso sim, prende!

De resto, o feitio sarcástico e anti-social do protagonista, assenta que nem uma luva numa trama, que, só por si, já valia a atenção . Em suma, "Dr. House" sai de uma conjugação de méritos diversos, que resulta nesta série de culto a não perder.

Assinalo ainda a sonoridade do próprio tema do genérico. Uma música que fica no ouvido, absolutamente inconfundível.

Terça-feira, Abril 18, 2006

Adeus a Francisco Adam...



Estranho é que, escrevendo ultimamente tão pouco neste blog, o venha fazer por um motivo aparentemente tão menor.

Na verdade, é bom que se comece por dizer que Francisco Adam, ou o "Dino", como é mais conhecido, é, à partida, tão simplesmente mais uma das centenas de vítimas dos excessos da "noite" e da condução irresponsável, que caem que nem tordos neste país de "experts".

Contudo, verifica-se novamente em Portugal o "fenómeno Feher", e isto sim, é digno de registo. Há uns dois anos atrás, um jovem futebolista cai fulminado com uma insuficiência cardíaca, em pleno jogo e com transmissão directa na tv. O drama de milhões de pessoas o assistirem em simultâneo, aliado ao facto de se tratar de um jovem (mais os floreados poéticos de um seu último sorriso antes de cair inanimado), fizeram deste acontecimento um drama à escala nacional. Isso comoveu todos os portugueses, sendo que, pelo seu lado melhor, sempre acabou por trazer à discussão certas questões de controlo clínico aos desportistas, até aí algo negligenciadas.
Contudo, Feher nem sequer era um jogador de proa, uma qualquer referência do futebol nacional. Aliás nem sequer era português.


Ora, no caso de Francisco Adam, temos um jovem de 22 anos, bem português, e que é "só" a maior estrela do programa com maior audiência da televisão com maior share em Portugal... Então, que resultado se espera quando morre tão brutalmente este ser...? Um icon para os adolescentes, que militam avidamente entre os fans da série "Morangos com Açucar", uma referência para aquelas centenas de jovens que de alguma maneira se identificam ou identificam alguém dos seus conhecimentos com o personagem interpretado pelo actor.

Espera-se o que se pôde observar hoje, um funeral com milhares de pessoas, que não o conhecendo pessoalmente quiseram estar presentes, quando é bem provável que outros funerais se tenham dado em Portugal no mesmo dia, devido a circunstâncias idênticas.

O personagem "Dino", pelo qual ficou famoso, encarna o jovem hiper-activo, audacioso, ousado, amigo, sensível, verdadeiro, que conquista a simpatia de qualquer pessoa. Os milhares que hoje acompanharam o seu funeral são reflexo desse carinho.

Não vale de muito fazer o típico comentário daqueles que gostam de contrariar tudo e mais alguma coisa: "Todos os dias morrem jovens porque conduzem bêbados. Para quê tudo isto quando ele foi o responsável?! Porque é famoso?!"

Por verdadeiro que seja o facto de morrerem centenas nestas circunstâncias, este caso específico, reveste-se de uma particular importância, na medida em que se projecta sobre o subconsciente dos jovens de uma forma mais violenta e profunda.

Que seja um exemplo. E que os jovens o sintam dessa forma.

Fora isso, lamenta-se o sucedido, claro. Aparenta sempre uma profunda contradição quando se tolhe a juventude.

Quarta-feira, Abril 12, 2006

...

Quarta-feira, Abril 05, 2006

Visitar Frida Kahlo



Fui ontem, finalmente, até ao CCB para ver a exposição da mexicana Frida Kahlo, uma mostra que permanecerá até 21 de Maio, de Terça-feira a Domingo entre as 10h às 19h, no Grande Hall do Centro de Exposições do Centro Cultural de Belém.



Confesso que, depois de ter visto o filme mais do que uma vez, a personagem em causa não me deixa indiferente. Há qualquer coisa de fascinante nessa mulher que, à partida, a férrea insistência em se declarar "comunista" não abriria grande curiosidade. Ainda assim, fui. Fui e observei com atenção esses restos de um sentir individual que, por acaso, se vieram a materializar em pintura.

Num tempo em que qualquer espirro de tinta sobre uma tela é considerado arte e avaliado em centenas de contos, num tempo em que tudo o que é boçal e desprovido de razão é tido por vanguarda artística e sublimação intelectual, ver ainda tanta gente a apreciar a obra de Frida, é uma agradável surpresa.



Frida Kahlo não é de todo uma mestre na sua arte, aliás basta reparar nas particularidades de dimensão, volumetria e perspectiva, para perceber rapidamente que Frida não era uma estudiosa ou um talento nato. Não parece ter nem o dom nem a inteligência de quem pinta para fazer viver a tela ou para fazer sonhar o observador. Diz nunca ter sido "surrealista", como fora insistentemente apelidada, e tem razão, idiotas foram aqueles que quiseram subentender intenções e ver para além da sua mensagem. E que mensagem é essa?

Frida pinta o coração, o seu. Tão somente isso. Uma mulher hipersensível, de emoções fortes, sentimentos intensos. Uma mulher de lágrima fácil que se magoa e sente em efeito de turbilhão. Mas que transparece a maior segurança, auto-estima, simpatia, encanto... Uma mulher que usa esse dom de fingir a segurança para esconder a sua sensibilidade, os seus medos secretos, os seus pontos fracos, e parece ter sido sempre essa a sua defesa. Teve a sorte de descobrir a Arte, neste caso a pintura. Digo "a sorte" porque nem todas as mulheres como Frida chegam a encontrar esse cantinho de despejo, onde descarreguem os seus corações de pouca valentia mas plenos de sentimento.




Assim se nos revela Frida, uma alma repleta de vida mas que se condicionava e concentrava no seu coração, orgulhosamente só.

Através dos seus quadros, contudo, desde que bem observados, poderemos dispor totalmente desse coração e compreende-lo a cada passo.

Pouco nos deveremos deter na profusão de cores e no tosco traço dos seus bonecos. Para além da sua óbvia falta de esmero, em termos de progressão da técnica e de estudo das formas, a origem cultural de Frida reporta-nos a influências pictóricas locais, tradicionais e, portanto, fora de quaisquer cânones artísticos conhecidos (que, como já atrás referi, ela própria rejeitava). Trata-se de uma pintura livre, quase infantil, de uma tremenda simplicidade plástica. No entanto, a linguagem utilizada e o seu conteúdo implícito, trazem-nos uma tal profusão de símbolos e de motivações, que eleva Frida Kahlo a um dos mais proeminentes autores da simbologia pictórica que temos na nossa História de Arte.



Os sentimentos que a pintora reprimia no seu dia a dia, ou por um resignado e inevitável orgulho, ou por um egocentrismo triste, a raiar a auto-comiseração, são exorcizados em cada trabalho feito, expondo, apenas aí, ao mundo, o seu coração fortificado, que ela julga não ser completamente decifrável nessas pinturas.

A personalidade de Frida é demasiadamente óbvia e intensa para não ser absolutamente correlacionada com a sua arte, uma arte que não é mais que uma extensão de si, e que não colhe em qualquer outro campo que não o do quotidiano, o da vivência pessoal, o da realidade local e seus atributos. Frida, quando não pinta amarguras e depressões, pinta a exuberância e a euforia, não tem um meio termo. É uma mulher simples, que apenas respeita e admira a inteligência da natureza e não a que sobre esta age, transformando-a. De espírito campestre, presa a raízes e a sonhos de infância, uma mulher tão feliz quanto frustrada, tão empreendedora quanto resignada. Uma mulher do momento, que respira e transpira intensamente o Presente e não vive preparada para mais nada.

Foi o que vi... É por isso que aconselho a todos que se coloquem a uns 20 cm destas telas, como eu o fiz, e experimentem qualquer sensação.


Quinta-feira, Março 30, 2006

As "quotas" outra vez...?!?



Pois aí vem de novo o disparate...
Mas só que desta, parece ser de vez. O PS e o BE aprovaram hoje, dia 30 de Março, 4 projectos que impõem quotas de um terço de cada género nas listas eleitorais.

A proposta contou com os votos contra das restantes bancadas parlamentares, o que não chega para trazer algum juízo à Assembleia.



Quando se procuram impor "igualdades" a coisa nunca acaba bem. De resto, custa-me a compreender esta gente da Esquerda, que move há décadas uma cruzada pelo processo de diluição entre seres humanos, berrando que "existem, não homens e mulheres, não pretos e brancos, não heterossexuais e homossexuais, não velhos e novos, não nacionais e imigrantes, não crentes e laicos, mas sim cidadãos igualmente capazes e motivados para assumir as rédeas de um país que é de todos", e que depois vem votar percentagens obrigatórias de reserva, exacerbando uma descriminação que se vem diluindo naturalmente numa sociedade que está a amadurecer no seu civismo.



Para além de um absoluto atestado de menoridade e de impotência passado às mulheres portuguesas (dando assim a ideia de que elas não ascendem porque não têm força para se impor), a aplicação desta lei trará consigo um estigma, o estigma daquelas que entrando pela porta da "piedade" e da "complacência", são recebidas não pelas suas capacidades ou tenacidade, mas porque "tem de ser", porque "a Lei manda".

Quando vejo mulheres, que admiro acima da esmagadora maioria dos homens parlamentares deste país, como Maria José Nogueira Pinto (já fora da Assembleia), Manuela Ferreira Leite, Odete Santos ou Helena Roseta, pergunto-me que raio de quotas precisam as mulheres (só por terem nascido com o dito sexo)para assumirem o controlo da nação?!?



São projectos "à Bloco de Esquerda", lunáticos e alucinados por completo, que ouvem tudo o que é gente estúpida, como os movimentos feministas, e o PS vai na cantiga ( bem se vai arrepender).


A Lei assume uma gravidade clara na medida em que se pretendem anular as listas apresentadas a eleições que não cumpram esta quota. Estou a imaginar o PCP ou o CDS, cujos quadros são limitados em experiência e formação, a procurar à pressão uma Maria qualquer que faça o boneco, que receba instruções e se limite a dar uma boa aparência à bancada.



Que não se pense que estou a fazer comentários machistas ou graçolas sexistas, simplesmente os partidos têm de se limitar aos quadros que têm e que são criados pela adesão e movimentação de militantes, logo não podem ser obrigados a inventar militantes que não aparecem ou que não lutam por uma supremacia dentro do próprio partido.

Sou, aliás, um acérrimo defensor da presença de mulheres na política nacional, podia ser que a corrupção baixasse, contudo, que entrem pela "porta grande", como várias têm já feito e que não se use a Lei para forçar uma realidade que não existe, ou seja, a adesão das mulheres à política.

E, já agora, permitam-me o desabafo, o próximo passo é uma quota para gays, imigrantes, muçulmanos, budistas, para os "sub-30", para os "pós-70", para os dificientes...?!?

É que seres humanos e capazes somos todos, temos é de valer pela dedicação e pelo mérito que emprestamos ao nosso trabalho, não pelas mordomias dementes propostas por partidos de lucidez duvidosa, como o BE.

O "Portugal dos Pequenitos"



Este cartoon do amigo Pedro Afonso representa um pouco do que se vem passando "à direita" de quem tem o poder.

A briga entre comadres atinge um ponto tal, que acaba por revelar a completa ausência de seriedade e de orientação democrática, em sectores de especial importância no presente.

Falo no CDS-PP e no que lhe observamos.

Nas últimas legislativas, Paulo Portas não obteve os resultados por si prometidos, assumiu a derrota e demitiu-se do seu cargo de Presidente do partido. Fez bem e muitos lhe fizeram justiça à dignidade da atitude. Aliás, como eu próprio.

Contudo não o fez como líder, "cargo" de que nunca abdicou e do qual a sua soberba tão cedo não lhe permitirá abdicar. Portas é um pretensioso, para além do um homem inteligente e dinâmico. Bem que, aquando da sua demissão, ouvi a alguns o comentário de que isto não passava de um teatrinho, combinado a preceito com o seu núcleo duro.

O plano era simples:

- Portas demite-se, sai com a imagem digna de quem lutou por levar as suas ideias ao poder, conseguindo-o, e de alguém que se distinguiu no governo de coligação como um poço de energia, de eficiência e de cumprimento.

- Em seguida, e na perspectiva de 4 anos (no mínimo) de governação socialista, era necessária a elevação de alguém que, não quebrando a linha de acção traçada por Portas, lhe permitisse contudo o descanso da "imagem", algo desgastada e colada ao descalabro do governo de Santana Lopes. Esse alguém teria de fazer parte da "travessia no deserto" até ao regresso de Portas. Seria um personagem discreto, manipulável, de personalidade fraca, sem ambições de liderança, em suma, um papagaio de repetição que não apagasse Portas da memória dos eleitores populares.

- Depois de bastante tempo de visivel hesitação, Telmo Correia lá aceitou ser o novo "boneco" de Portas. Muitas promessas deverão ter feito ao pobre. Lá ficaria sossegadinho, recebendo indicações de Portas, Pires de Lima (veja-se se este esperto aceitou), Nuno Melo e companhia e sem assumir grande protagonismo...

- Passados uns anos, Portas encomendava uma sondagem em relação à sua "imagem", e quando os indicadores melhorassem, vinha o novo Congresso e entraria triunfante, qual D. Sebastião!

- O pior é que José Ribeiro e Castro lhes trocou as voltas todas. Quando tudo se organizava para a óbvia vitória de Telmo Correia (que a própria comun. Social dava como certa), surge a candidatura do desterrado de Bruxelas. Ora, os militantes populares resolveram castigar a prepotência de Portas e seus sabujos, votando no outro (em quem com certeza não viam um grande líder).

- Naturalmente que, tendo a sua "facção" no domínio da bancada parlamentar, Portas domina a acção política do partido, bem se vendo as várias confrontações e desacordos entre os deputados e a direcção. Ribeiro e Castro diz não ter qualquer problema com "eles", "eles" afirmam o mesmo, mas o partido está dividido e a actual direcção não tem o braço parlamentar.

- Ribeiro e Castro tenta defender-se convocando um Congresso extraordinário. Tenta que uma vitória pressione a bancada do partido a ser-lhe fiel. Quer ver a sua liderança reafirmada e que Portas o testemunhe, ou que tenha a coragem de avançar. Como este não o fará, tudo ficará igual. Às tantas o presidente acaba por se demitir e lá vem Telmo Correia "pintar a cara".

- É pena que Gonçalo Ribeiro e Castro não seja um líder nato e não subjulgue uma bancada de rebeldes.

- É pena que o CDS-PP se comporte como um partido do "Portugal dos Pequenitos" e não se inspire um pouco mais. O PSD também atravessa o deserto e colocou um "boneco" a fazer essa função, no entanto é um "boneco" digno, respeitado, e que dignifica inteiramente o partido enquanto por lá andar.

A Direita anda mesmo à deriva. Enquanto o PS anda a fazer a política do PSD (muito melhor do que Santana aliás), este só se pode abster, logo, isto agora está bom é para o PCP, BE e, já agora, para a restante direita que tem de destoar da linguagem do "Centrão" (PS/PSD).

Volto, hoje, a chamar a atenção para O PND (Nova Democracia), que se tem vindo a assumir como verdadeiro polo de organização e revisão do pensamento político "à Direita". É sem dúvida um caso a seguir e a dar bem mais crédito pelo trabalho desenvolvido. É também ainda parte do "Portugal dos Pequenitos",sem dúvida, mas por razões de mera dimensão, não de atitude.

Quarta-feira, Março 15, 2006

Relevância

Nova molécula é capaz de eliminar células cancerosas

Cientistas norte-americanos criaram um composto químico que causa a morte das células cancerosas sem danificar as células normais, indica um estudo hoje publicado na revista Cancer Research.



Trata-se de uma molécula, conhecida como ARC, que também tem capacidade para inibir a formação de vasos capilares nos tumores, segundo os autores do estudo, todos investigadores da Universidade de Illinois.
Os cientistas descobriram o ARC numa análise de mais de 2.000 compostos capazes de inibir um passo chave no ciclo celular. Estudos anteriores já tinham indicado que o bloqueio desse passo desencadeia a apoptose, ou «suicídio» das células cancerosas.

Ao serem tratadas com ARC, entre 50 e 70% das células cancerosas sofreram apoptose passadas 24 horas, enquanto que as células normais ficaram incólumes.

«Os nossos resultados sugerem que embora induza a morte celular nas células tumorais de modo muito eficaz, o ARC só causa um bloqueio do ciclo nas células normais», afirmou Andrei Gartel, professor de genética molecular e director do estudo.

«Isto dá à ARC uma importante vantagem como medicamento potencial contra o cancro, porque muitos dos medicamentos utilizados na actualidade também são tóxicos para as células normais», acrescentou.

O cientista referiu que o ARC induziu apoptose em linhas celulares de cancro da mama, do cólon, gástrico e hepático.

«Uma possível razão do efeito do ARC na morte celular será que essas células dependem da protecção de certas moléculas para sobreviver e quando estas se reduzem, devido ao tratamento do ARC, as células cancerosas entram em apoptose», adiantou.

«Cremos que o ARC tem potencial como fármaco contra o cancro. É um composto que induz a morte celular nos tumores, mas não nas células normais», afirmou. «Já começámos a explorar as suas possibilidades contra toda uma gama de diferentes tipos de tumor».

Diário Digital / Lusa

15-03-2006 11:44:51

Sábado, Outubro 15, 2005

Rumos?

Venho recolocar este post de 11 de Fevereiro deste ano, para que a mensagem permaneça actual, porque o assunto é parte do Futuro que devemos precaver:



Na "Visão" de 27 de Janeiro, encontrei bem escondidinho um pequeno artigo que se referia a uma nova vacina contra o cancro no útero (pág.30).

Parece que uns investigadores do Instituto Pasteur, em Paris, tiveram um êxito total ao testarem este composto em animais, logrando a regressão em 100% dos tumores em que foi aplicado, com apenas uma injecção.

Este tipo de cancro causa cerca de 230 mil mortes por ano em todo o mundo, mortes que serão evitadas a curto prazo, portanto.

A tendência parece ser mesmo esta.

Diremos: "Felizmente estas vacinas e tratamentos aparecerão cada vez mais".
Diremos: "A morte será enganada uma vez mais mais e viveremos mais tempo".

A História segue de facto o seu curso...e poucos de nós terão algo a dizer sobre isso.

1º A medicina progride e permite uma longevidade impensável há apenas 2 décadas atrás

2º A população aumenta, mas na mesma proporcionalidade em que envelhece.

3º Em face do progresso da medicina, a população, mesmo envelhecida, terá maiores capacidades de prosseguir na vida activa.

4º A população será obrigada a trabalhar até muito mais tarde, ou, face à diminuição da natalidade, não haverão reformas.


A História segue de facto o seu rumo...e Deus não dorme, senão veja-se:

O conforto material das modernas sociedades ocidentais, levou as suas populações a uma opção de vida que passa cada vez menos pela procriação e "privações" inerentes.

A prioridade é cada vez mais o conforto individual, o bem estar físico e psicológico, a saúde, o lazer, a construção ou participação de um projecto profissional.

Tal, confere enorme importância ao desenvolvimento da medicina e das técnicas de rejuvenescimento. A ciência cumpre o seu papel e a juventude prolonga-se, bem como a vida, com qualidade.

Temos portanto um menor número de mortes e um atraso no processo de envelhecimento cerebral, aliado a uma drástica diminuição na natalidade.

QUE FUTURO PARA A SOCIEDADE OCIDENTAL?

Eu respondo:

Esta "sociedade ocidental", narcisista, egoísta, artificial e automatizada, esquece-se, ou faz que esquece, que o mundo é de facto pequeno...E que ali, mesmo ao lado, mora uma China muito mais numerosa, muito mais potente, muito menos democrática, muito mais trabalhadora e muito mais competitiva.

Esquece-se que mesmo ali ao lado, mora uma África inteira, pobre, explorada, faminta, populosa, ignorante, bárbara em muitos casos, pronta a procurar ou até a roubar para sobreviver.

Esquece-se que mesmo ali ao lado, mora um Islão imenso, disciplinado, calculista, sábio, ímpio, que nos rejeita e condena a uma futura conquista.

Ainda assim, esta nossa "sociedade ocidental" concentra em si mesma os ideais atributos para a sua auto-destruição:

-A Democracia Política. (que não permite lideranças fortes e um nivelamento social).

-O Regime Capitalista. (que alimenta o materialismo e o individualismo selvagem, anulando o sentido de "comunidade" ou de solidariedade).

-A Liberdade Religiosa. (que permite a difusão e progressão de ideias estranhas à identidade ocidental, conduzindo ainda os imigrantes entre nós à não integração cultural).

-A Liberdade de Circulação. (que permite a livre diáspora de tudo quanto é mau, entre o espaço ocidental. Que conduz ainda a uma total falta de eficácia no controle das fronteira com os outros pontos do globo).


NÃO ESTOU A QUERER COM ISTO DEFENDER O FIM DA DEMOCRACIA, DO CAPITALISMO, DA LIBERDADE RELIGIOSA OU DE CIRCULAÇÃO NO ESPAÇO "OCIDENTAL".

QUE FIQUE CLARO!

O que pretendo é fazer um exercício de "futurologia".
Temos hoje todas as condições reunidas para que se dê um colapso, não económico, mas em primeira instância social.

Antes mesmo de nos assegurar-mos da presença ou não de justiça e liberdade na Ásia, estamos a abrir-lhe as portas ao seu comércio, à sua produção, aos seus preços, descurando a concorrência desleal para os nossos trabalhadores, que vivem numa sociedade com direitos hoje inquestionáveis. Devemos abdicar deles para concorrer? Devemos transformar os nossos valores e sociedade à imagem e semelhança dessa Ásia?

Temos, por outro lado, uma sociedade que não conhece nem compreende a mentalidade islâmica, suas ambições históricas, seus mandamentos religiosos. Não compreende que existe uma sociedade inteira que vive diariamente com base numa doutrina religiosa, e que ela ordena aos seus fiéis a diáspora da mesma, por todos os meios ao alcance.
Desde Maomé que cada muçulmano sabe que é seu dever combater os infiéis e espalhar o Islão. Mas a nossa sociedade não sabe que eles vivem ainda no período MEDIEVAL, e não compreende quando se combate o fundamentalismo islâmico, ainda que em reacção à chacina por ele causado.

Por fim, a invasão dos povos famintos do Sul é uma questão de tempo, que, contudo, já se iniciou. E a suportá-la, temos o civismo e o sentido apurado de liberdade e pluralidade que nos é característico, e que se materializa nos tratados e iniciativas pró-imigracionistas e anti-discriminatórias, que nos impedem de abordar estes assuntos com a seriedade que urge. A despeito dos interesses na mão de obra barata, é tempo de praticar uma política real de apoio ao desenvolvimento no continente africano, por forma a educar e a sediar lá as suas imensas populações.



SOMOS DEMASIADAMENTE CIVILIZADOS PARA POR EM CAUSA O CIVISMO DOS OUTROS.

Este será o mote para o colapso da "Sociedade Ocidental".


Diz-se que a História se repete.
Pois, lembro-me de como ruiu o poderoso e hegemónico Império Romano.

Após séculos de empreendimento, coragem, valores, força e autoridade, vieram outros tantos de desmazelo, libertinagem, laxismo, de intrigas e traições que foram ocupando os cidadãos até que deram por si liderados por estrangeiros, bárbaros, gente de cultura absolutamente distinta que livremente entrou no império e o chocou com seus costumes.

Tão entretidos andavam em suas tricas e mexeriquiçes que não reparavam na mestiçagem cultural presente nos seus exércitos, descaracterizando a sua autoridade.
Tão entretidos andavam com a sua liberdade e nas suas orgias culturais que pouco se importavam com a pobreza e miséria presente nos povos que conquistavam.

Quando deram por si já não existiam, e poucos se aperceberam, na altura, de como tal acontecera.

Deus não dorme, e a História repete-se.

Terça-feira, Outubro 11, 2005

Autárquicas 2005



Findo este acto eleitoral, fica-nos um gosto estranho não se sabe bem a quê, mas que há que engolir, dê lá por onde der.





Talvez seja até fácil encarar o fenómeno Felgueiras, Gondomar, Amadora ou Oeiras com um resignado: “O Povo é soberano”. Fácil será mesmo, quem sabe, dar um grande “Vivó Major!!! Este é que os tem no sítio!”. Mas mais fácil ainda será sem dúvida esboçar um sorriso de desdém para com as criaturas que lhes deram o voto e dizer: “Que vergonha! Ao que isto chegou!”…

Com qualquer das três reacções a questão fica aparentemente resolvida. Reagimos hoje e está a andar, que amanhã é dia de trabalho.

De facto, em dia de eleições e no que se lhe segue, muito se discute, se critica e louva, mas depois de passado o fulgor, acalmada a histeria das vitórias ou as neuras das derrotas, a realidade volta a ser a nossa, a de cada um, a minha, a sua, a do Dr. Isaltino, a da Drª Felgueiras, etc.

Mas se pensarmos que neste dia se sufragou a corrupção e que ela teve uma maioria inequívoca onde foi a votos…

Não quero com isto crer que os portugueses se indignem com isto ao ponto de prolongarem a discussão por mais um dia que seja. Contudo, ainda que inconscientemente, fica um pouco menos de respeito pelas instituições, um pouco menos de fervor na defesa de valores e ideais, ou um pouco menos de amor ao país enquanto comunidade e isto sim, materializa-se na atitude dos portugueses, para com o seu próprio trabalho, para com os seus deveres enquanto cidadãos, na sua vida familiar e na forma como se educa e transmitem valores às novas gerações, etc, etc, etc…

Em tempos de “Salve-se quem puder”, a ausência de um exemplo vindo “de cima” acentua o laxismo dos preguiçosos, castra o ânimo dos bravos e audazes, tolhe o sonho dos criativos e abre caminho aos “espertos”.

Pois não é o que observamos neste país de há uns tempos para cá?

Como se sabe, qualquer um destes arguidos pode ser considerado culpado, qualquer um deles pode ser preso e qualquer um deles pode ser convenientemente amnistiado (antes mesmo até de ser condenado). Apesar de todas estas possibilidades, puderam candidatar-se, puderam ter livre trânsito, puderam vencer o sufrágio, e poderão até tomar posse de autarquias, livres para perpetuar os crimes pelos quais estão indiciados, enquanto decorrem os processos que se prevêem mais longos que os respectivos mandatos.

O problema está na Lei? Está na Moral (ou na sua ausência)? Está no fraco espírito crítico dos portugueses?

Certo certo é que este sistema político acaba assim de atestar a menor importância da imagem do Presidente de Câmara na manutenção de uma Democracia sã e isenta. Aceitando a candidatura de cidadãos arguidos, a Democracia abre-lhes a hipótese de um regresso triunfal ao local do crime e à sua prossecução, despojando-se ela própria de qualquer mecanismo de auto-protecção.

A História já nos mostrou onde isso nos leva…

_________________________________________________________________


Os Resultados:


CDS:

É de rejeitar uma qualquer vanglorização por parte dos opositores a Ribeiro e Castro face a estes resultados. O tom de desdém que se apreendeu facilmente nas palavras de Pires de Lima e Telmo Correia após a noite eleitoral, não se coadunam com o trabalho feito por este CDS e seu líder. É tosse de mau perdedor e de quem não deu verdadeiramente a cara pelo partido neste desafio.

Também não é de se aceitar um qualquer regozijo pelos resultados obtidos em coligação. Face aos restantes resultados obtidos pelo CDS a só, esses votos representam uma incógnita e não uma vitória. Até que ponto o CDS acrescenta votos ao PSD na maioria dos locais onde apareceram coligados?

Deverá sim ficar no ar a necessidade de pensar qual o lugar de um CDS-PP com estes moldes numa sociedade onde até a Extrema-Esquerda lhe cobre e duplica a votação em tantos tantos locais.

De realçar o magnífico e sempre louvável trabalho de Maria José Nogueira Pinto, esta sim uma verdadeira conquista para a cidade de Lisboa. Será com certeza uma vereadora exemplar, incansável e eficaz.

CDU:

O Partido Comunista é o vencedor, não tenho dúvidas. Uma vez que não creio no voto de protesto em Autárquicas, justifico-lhe os ganhos única e exclusivamente pela competência e tenacidade com que encara o serviço público no contacto directo com as populações e suas necessidades. O PCP pode ser catalogado com os piores adjectivos e suspeitas ao nível da sua intervenção histórica e política. Contudo a sua intervenção ao nível da política local é, HOJE, tão somente um baluarte da defesa das comunidades, da população, do ambiente em que esta se insere e quantas vezes do verdadeiro modo de vida tradicional português, protegendo-o e às suas tradições das influências exógenas massificadoras.

Não creio estar a exagerar no elogio, da mesma maneira que não concebo que o PCP ao nível de política nacional deixe de ser apenas oposição.

Jerónimo de Sousa está, pois, de parabéns. Tendo em conta os maus agoiros a ele lançados inicialmente, pela sua formação pessoal, pelo seu semblante austero, etc, eis que nos surpreende pela confiança e acima de tudo pela honestidade e rectidão que soube sempre transmitir.

PS:

Manteve o poder onde se vinha mostrando competente e perdeu-o onde evidenciou o contrário. Não têm de se procurar aqui penalizações pelas medidas menos populares do Governo Socialista. Em Autárquicas votam-se em rostos ou em programas cujos alvos reconhecemos de imediato. Logo, o PS só tem de se penalizar pela fraca qualidade dos candidatos que foi nomeando para cada autarquia.

De realçar a derrota de Manuel Maria Carrilho em Lisboa, compreendendo-se aquilo que Carrilho devia já ter compreendido antes, ou seja, que o eleitorado português procura algo mais para além de sabedoria e inteligência num candidato. A humildade, a educação e a respeitabilidade aquelas inerente, são trunfos com os quais muitos ignorantes têm ganho câmaras por esse país fora.


PSD:

Vence a audácia nuns sítios, a “esperteza saloia” noutros, mas no computo final, o PSD revela-se um partido mais vocacionado para o poder local que o PS. O Povo gosta da pompa, de uma imagem respeitável do tipo professoral e não há dúvida que a camada social de que o PSD se mune, tem esse potencial, passando para a população uma imagem menos descontraída e mais distante e compenetrada, que o eleitor interpreta como pólo de segurança. É o caso de Moita Flores em Santarém.

Depois há aqueles casos específicos onde vence o PSD, propriamente dito, sobre o PS, como é o caso de Sintra. Será possível que Seara transmita confiança a alguém? Mas por outro lado quem se atreveria a votar em João Soares?!? É puramente uma presença indesejável que leva, por simples exclusão de partes e não por militância, a um voto certo na coligação que engloba toda a Direita em Sintra.

Rui Rio assumiu finalmente o papel preferido pelos portuenses, o que lhe granjeou a vitória: “Nós contra eles.” Ora e quem somos “nós” e “eles”? Naturalmente os portuenses contra o poder central lisboeta. Não há nada melhor que um bom anti-Lisboa para levar um portuense ao rubro. Pinto da Costa sabe disso há muito muito tempo e Rui Riu demorou a perceber que é bem mais rentável voltar-se contra o poder central do que contra Pinto da Costa, por ex. Mas só depois da eleição de Sócrates Rio teve então oportunidade para esbracejar à vontade. Eis o resultado, frente a um Assis bem mais conotado com o aparelho socialista central e com a Assembleia da República.
De resto, obra todos fazem!


BE:

As Bananas na Eslovénia estão finalmente a ser cultivadas em ambiente de estufa. O clima adverso neste tipo de latitude que vinha sendo um entrave ao cultivo da banana, passou a ser minimizado por novos processos tecnológicos de climatização. Brevemente teremos também aqui a possibilidade de receber este produto, fruto do domínio do
Homem sobre o meio que o envolve.

Domingo, Outubro 02, 2005

Regaleira Revesitada



Hoje fui até à Quinta da Regaleira, em Sintra. E apesar de já inúmeras vezes ter passeado pela vila, nunca havia voltado a este espaço singular depois de adulto.

A julgar por algumas raras fotografias que tinha já visto pouco atentamente, levava a ideia que o palácio fosse talvez, e à semelhança do próprio palácio da vila, uma amalgama de estilos como consequência de sucessivas ampliações e restauros, embora acente em origens vetustas. A verdade é que o estilo Manuelino, por todo o lado presente, bem como um renascentismo latente, levam o visitante mais distraído ao completo engano.

Chegando ao local não consegui deixar de pasmar, e depois de ver o resto fiquei estarrecido, e porquê?


Eu bem que já tinha ouvido falar num tal de "Poço Iniciático", como espaço de rituais maçónicos, etc. Mas uma pessoa guarda sempre a esperança que se trate de um natural exagero e mistificação das coisas. Afinal trata-se de Sintra!

Contudo, ao pagar o bilhete recebo um desdobrável onde consta o mapa do local e respectiva legenda, a tabela de preços e um pequeno texto introdutório ao local. Li-o antes de dar mais um passo, e rápidamente percebi que a esmagadora maioria dos potenciais leitores do dito texto, concerteza não chegarão à sua metade compreendendo o sentido ou a intenção do discurso ali empregue.

Por ex.:

"(...)deixou (o dono da obra)impresso neste livro de pedra a visão de uma cosmologia, síntese de memória espiritual da humanidade, cujas raízes mergulham na Tradição Mítica Lusa e Universal"

E depois:

"O jardim, representação do microcosmo, é revelado pela sucessão de lugares imbuídos de magia e mistério. O paraíso é materializado em coexistência com um inferius ao qual o neófito seria conduzido pelo fio de Ariadne da iniciação"

Depois de várias outras linhas nestes termos, termina:

"Nesta sinfonia de pedra...revela-se a dimensão poética e profética de uma Mansão Filosofal Lusa. Aqui se fundem o Céu e a Terra numa realidade sensível, a mesma que presidiu à teoria do Belo, da Arquitectura e da Música, que a concha acústica do Terraço dos Mundos Celestes permite propagar pelo infinito."


O que eles se esquecem de começar por avisar, é para que se tire um curso sobre simbologia e "filosofia" maçónica antes de ler estas coisas ou ver estes sítios.

Compreendo que este post possa ser algo maçador, uma vez que nem todos se interessam por História da Arte. Contudo, não se trata aqui de uma abordagem nesse âmbito, trata-se antes de um desabafo sobre mais uma demonstração, que pela minha ignorância desconhecia, do poderio e da altivez com que essa secular sociedade secreta brinda o "resto dos seres humanos".

Como poucos são os que se dão ao trabalho de lêr o dito desdobrável, poucos se chegam a aperceber que esta obra é tão recente como a implantação da República, o que faz de todo este espaço pouco mais que uma vil demonstração de opulência em tempos de sufoco que então se viviam num país na bancarrota, de populações mendigas, mas com uma alta burguesia de industriais que íam enriquecendo à custa da exploração dos operários e dos empréstimos feitos pelo Estado à Inglaterra, para fomento da chamada "Revolução Industrial Portuguesa". Embora não fosse um industrial, na verdadeira acepção da palavra, António Augusto Carvalho Monteiro, chamado de "O Monteiro dos Milhões", detinha o monopólio do comércio dos cafés e pedras preciosas
no Brasil, sua terra de origem.

Frequentador da alta burguesia lisboeta e destacado membro da maçonaria, resolveu, no decorrer do definhamento das intituições monárquicas, bem como do estatuto das antigas famílias nobres, comprar a propriedade da Viscondessa da Regaleira, afim de aí dar largas à sua criatividade e aos seus "milhões".

Aí, com o auxílio do arquitecto italiano Manini (que também havia já construído o palácio do Buçaco) iniciou uma obra onde a criatividade roça o ridículo, pelo exagero, pela inutilidade, pelos meios dispendidos, pela imprecisão dos estilos e um total anacronismo na ordenação dos espaços e estilos arquitectónicos.

Construir em 1910 um sumptuoso palácio de inspiração quinhentista é como contruir um castelo medieval em pleno Renascimento ou erguer uma ponte de ferro em pleno séc.XXI. Cada coisa tem o seu tempo e as antigas estruturas arquitectónicas ganham por vezes o estatuto de "Património da Humanidade" (como é o caso deste palácio) por constituirem um testemunho do Passado, um elemento vivo criado por determinada época, com suas pessoas e ideias, desejos, anseios, medos, fantasias, sonhos, e que assim chegam até nós.

Ora, este palácio e jardim envolvente tratam-se de um capricho dispendioso de alguém que viveria e instigaria à manutenção de uma sociedade estratificada em "muito ricos" e "muito pobres". Como dizia em cima, produzir tal obra em tempo de miséria popular e falência do próprio Estado, é no mínimo egoísta.

Mas não que o condene especialmente, pois tão importante como a solidariedade é o respeito pela propriedade alheia, no entanto, a coisa choca pelo teor da iconografia e simbologia em geral que o senhor fez questão de sobredotar a sua obra.

A inclusão de uma fortíssima carga simbólica alusiva à Maçonaria, seus rituais, ideias, crenças e objectivos, levar-nos-ía a reconhecer que este tipo de opulência em tempo de miséria tem muito pouco a haver com os ideais de "Fraternidade", "Igualdade" ou "Filantropia" em geral que a Maçonaria vem, desde há muito, apregoando nos seus grupos de influência e intervenções na História.

Mas sendo necessário observar-se a obra desta sociedade secreta e os efeitos que ela teve e tem no mundo, é necessário também começar por conhecer e compreender os seus valores padrão, ou aquilo a que eles chamam de "Pilares":

Beleza - Força - Sabedoria

Eis as máximas dos que partilham a dita motivação.

Portanto "Beleza" por oposição ao que não é por eles considerado "Belo".
"Força" em oposição ao que eles consideram ser fraco.
E "Sabedoria" em oposição ao seu próprio conceito de ignorância.

A defesa destes valores abre caminho ao livre dispor sobre tudo o que é Criação, correndo o risco de se realçar a ignorância de algo que pode fazer a diferença com a sua força; correndo o risco de se exultar a beleza de algo que é fraco ou de não a encontrar sequer em algo que é ignorante.

Este palácio encarna a Beleza nas suas formas, no seu talhe, na minúcia, na impressão visual que cria. Encarna a Força pela ousadia com que se moldou a Natureza à criatividade do Homem, com que se escavou nas rochas e ergueram alçados. Por fim, a Sabedoria patente no recurso à erudição histórica, à aplicação de conhecimentos arquitectónicos, iconográficos, filosóficos, matemáticos, etc...

Finda a construção, este palácio (e tudo o que ele simboliza) olha desdinhoso as humildes casas de campo que outrora o rondavam, com suas famílias numerosas, pobres, rudes e trabalhadoras, talvez ignorando que aí impera a Beleza da Força na entreajuda e a Força no Conhecimento da humildade e do amor ao próximo.

A Maçonaria serve um triste chefe...



Quanto à Regaleira, ao seu "Poço Iniciático" aberto na pedra e à sua capela de "olhos empiramidados" sob o côro, fica, nos dias que correm, a piada de ver coisas estapafúrdias e a alegria dos mais pequenitos em se embrenharem por torres e buracos.

Só lamento que os visitantes menos atentos (talvez todos ao fim e ao cabo!) lá entrem e saiam convictos de que aquilo se trata de um monumento histórico antiquíssimo, cheio de mistérios de reis e de templários, com um qualquer tipo de inalcansável conteúdo divino, que finda a visita ficam sem compreender, mas contentes por dele terem feito parte nesse dia.

Talvez visitem o "Castelo dos Mouros" com o mesmo entusiasmo e consigam então apreender algo de verdadeiramente relevante na História de Portugal.


Sábado, Setembro 17, 2005

"Negros, onde estão?"



Um texto de Clara Ferreira Alves, em: Diário Digital.


"A América (e o resto do mundo) entrou em estado de choque com os pobres desalojados do Katrina. Negros, a maioria. Os jornais, as rádios, as televisões, os colunistas, os «pundits» apontam o dedo a uma pobreza americana, de raça negra, sulista, vítima da desigualdade, dos cortes orçamentais aos programas de combate à pobreza, dos cortes na Saúde e na Educação, dos cortes do welfare. Vítima do racismo e do esquecimento, da feroz desigualdade dos estados do sul, de maioria negra, em que os brancos controlam o poder económico e social. Está tudo certo, é tudo verdadeiro.
Mas, toda a gente sabe que existe uma classe média negra na América, com poderosas organizações de direitos civis. E que existe, tanto em Hollywood e Los Angeles, como em Chicago, como em Nova Iorque, um clube de milionários negros, poderosíssimos, que controlam o mercado da música rap que domina o mundo, controlam o merchandising da música rap, e controlam o mercado de raça negra consumidor desse merchandising (e não só, todos os miúdos brancos, de todo o mundo ocidental e abastado, copiaram a street fashion e os tiques dos rappers americanos. Yo!).

Mas, alguém viu da parte desta gente, que se caracteriza pelo consumo conspícuo de moda de alta costura e logos, de diamantes, de roupas caríssimas, de iates e carros, de jactos privados, e de um estilo de vida ostentosos à boa maneira dos líderes africanos corruptos, alguém viu, dizia eu, um grande movimento de solidariedade e ajuda financeira aos seus irmãos negros do sul? Alguém viu P. Diddy, Lil Kim, Russell Simmons, Quincy Jones, Mary J. Blige, e os milhares de rappers milionários de Chicago e Nova Iorque e da Califórnia, fazer o que fizeram alguns actores e celebridades de Hollywood e ajudar, ou abraçar, um desgraçado que perdeu a família e os bens no Katrina? Alguém viu o reverendo Jesse Jackson, ou Eddie Murphy, ou inefável reverendo Al Sharpton, ou mesmo os boxeurs negros e bem de vida como Mike Tyson (e de Michael Jackson e da sua família nem é bom falar) levantarem a voz e a mão num gesto altruísta? Só Oprah Winfrey o fez, e tem feito, e continua a fazer. Ela é a negra mais bem sucedida da América e a que tem maior consciência social. O resto, não existe, ou existe egocentricamente. Corruptamente.

Quando se culpa apenas a Administração Bush de tudo, e os brancos de tudo, de todo o racismo, deixa-se de lado o racismo de negros contra negros, o fosso entre ricos e pobres da mesma cor. Existe, e são poucos os que o saltam. Na América, como em África, quem menos ajuda os negros são os negros."

Domingo, Agosto 28, 2005

Belenenses 3 - 1 U. Leiria



Eis a primeira de muitas.

Avante Carvalhal!

Sexta-feira, Agosto 26, 2005

Esquadrão G (ay).



" Depois de muitos nomes terem sido apontados como potenciais integrantes do novo reality show da SIC - Esquadrão G – Não És Homem, Não és Nada - já estão escolhidos os cinco gays portugueses que serão responsáveis por mudar a imagem de um assumido heterossexual e da sua casa."

in: "Meios e Publicidade"


"(...)uma das grandes apostas da SIC para aquele que é o melhor período para as televisões, os meses de Setembro a Dezembro". Para este responsável ,Manuel Fonseca (director de programas da SIC), "a televisão é um campo de espectáculos e de emoção" e, como tal, este é um programa "de convívio e de tolerância, com uma componente bastante familiar e emocional".

in: "Público"

"O ‘Esquadrão’ quer levar os homens portugueses a “descobrirem o seu factor G” e, sem temerem julgamentos, prometem mudar mentalidades."

In: "Correio da Manhã"


Bom... Alguém na SIC já percebeu que o que está a dar é "bichas" na TV...

Digo "bichas" propositadamente, porque de homossexualidade não se trata com certeza.

O povo ri a bom rir com os tiques abichanados do tal "Castelo Branco", diverte-se com os do seu homólogo "João Chaves" e pasma com os transsexuais e travestis que o Herman José leva ao seu programa.

O que esta gente não percebe é que o povo olha-os e diverte-se como se da "mulher barbuda" ou da "vaca de duas cabeças" dos antigos circos se tratassem...!

Será que estão convencidos que a populaça vai ganhar admiração e um especial respeito por estes senhores pelo facto de serem "gays"? Estarão convencidos de que isto contribuirá para uma maior tolerância para com a "comunidade gay" e suas reivindicações?

Enganam-se... o povo ri-se do ridículo, do palhaço, do que vêem como irreal, e a "realidade gay" é algo de irreal para o comum cidadão, é algo que dá na TV para a gente se rir um bocado e pronto.

Entendo que a sexualidade respeitavel, seja ela de que tipo for, deverá ser vivida do íntimo de cada um e em reserva do resto da sociedade.

A apresentação de um sujeito em público como "gay", apenas se justifica para falar sobre sexualidade, tudo o resto é folclore, é exibicionismo e portanto, condenável.

Percebo que se faça um programa sobre alteração de visual.
Percebo que possa ser suficientemente divertido e lúdico para merecer horário nobre.
Posso até admitir que um homossexual possa eventualmente ter uma "sensibilidade especialmente apurada" para a missão.

Mas publicitar um programa dando especial relevo à natureza sexual dos seus protagonistas é abusivo, é imoral, é parcial, é propagandear vergonhosamente um lobby que se quer afirmar à força sobre toda uma sociedade, é talvez uma ofença aqueles que, sendo homossexuais, sabem viver a sua sexualidade de forma saudável e recatada, como qualquer cidadão deve fazer.

Mas desenganem-se, este "Esquadrão G (ay)" será mais um motivo de risada na nossa sociedade parola e inconsciente. É concorrência para o "Bon-Chic" e nada mais.

Em todo o caso, antes isso.

Domingo, Agosto 21, 2005

"Com a certeza de vencer ! "



Para quem acompanhou o percurso de Carlos Carvalhal enquanto técnico dos Belenenses na época passada, só pode antever, após este primeiro embate em que saiu derrotado de Alvalade, um campeonato cheio de boas surpresas.

Logo após o jogo, Carvalhal foi peremptório ao dizer que esta equipe, jogando como jogou frente ao Sporting, produzirá excelentes resultados, admitindo mesmo que o Belenenses é seguramente um dos mais fortes candidatos aos lugares europeus.




Esta meta em que Carvalhal nos faz acreditar, traz um fôlego de ambição há muito perdido lá p`ros lados de Belém. Uma equipe serena, calmamente construída, pensada e trabalhada por um treinador esclarecido e perspicaz...que tem o seu "quê" de Mourinho.

Só se espera o melhor e quero crer que, apesar da derrota, começamos com o pé direito.

Força Belém.

Quarta-feira, Julho 27, 2005

Amar ou Odiar.

Amar ou odiar. Ou tudo ou nada.
O meio termo é que não pode ser.
A alma tem de estar sobressaltada
P`ro nosso barro se sentir viver.

Não é uma cruz a que não for pesada.
Metade de um prazer não é um prazer.
E quem quiser a vida sossegada,
Fuja da vida e deixe-se morrer.

Vive-se tanto mais quanto se sente.
Todo o valor está no que sofremos.
Que nenhum homem seja indiferente!

Amemos muito como odiamos já.
A verdade está sempre nos extremos,
Porque é no sentimento que ela está.



(de Fausto Guedes Teixeira)

Segunda-feira, Julho 25, 2005

Aos 81 ?!?



Aqui fica uma pequena brincadeira que fiz... e perdoem-me os homens de Fé.

Perante esta eventual e cada vez mais que provável candidatura de Mário Soares à Presidência da República, acode-me à lembrança a estrutura do Estado papal, bem como a recente eleição do novo sumo-pontífice... Contudo com uma pequena ressalva, nem a Igreja permite a candidatura de homens com 80 ou mais anos.

Após um "pontificado" de 10 anos como Presidente da República, Soares ocupou-se de cargos internacionais de extrema importância, desenvolveu a sua fundação, dedicou-se à escrita e leitura, à análise política, permaneceu como "senador" ou conselheiro de Estado e passou a ser encarado como uma espécie de "pai da democracia", património humano e intelectual do país, a honrar e a respeitar pelos portugueses (que lhe reconheçam o estatuto).

Assim nos habituámos a vê-lo, um homem lutador que após uma vida preenchida se desvia serenamente para a posição de observador atento, com uma palavra a dizer de quando em quando, cujos conselhos ouvimos com atenção e que tem uma opinião experiente a dar, concorde-se ou não com ela.

Na actual conjuntura política, e passados 10 anos da presidência de Soares, temos um governo de Esquerda com uma maioria estável e que governa a seu jeito, ao contrário da época em que Mário Soares tinha de puxar as rédeas aos governos de Cavaco Silva.

Nunca nos foi demonstrado, fosse de que maneira fosse, que Soares alguma vez pretendesse ou aceitasse sequer a hipótese de regressar a tal cargo. Nunca o afirmou ou sugeriu, mesmo nos seus livros de memórias e inúmeras entrevistas dadas.

Então porquê este fleuma ?!? Qual a razão deste fulgor octogenário para embarcar em tal aventura?

Será a eventual candidatura de Cavaco razão suficiente para que, face à disponibilidade declarada de Manuel Alegre, Soares e toda a direcção do PS passem por cima deste pré-candidato, humilhando-o...?!?

Será Cavaco razão tão forte para retirar Soares do seu sossego, tirando-nos o sossego também a nós...?!

Como dizia noutro post atrás, não é aos 81 anos que este homem terá a vontade para vigiar a tropelias do governo, ou a paciência para dar puxões de orelhas. De resto, também face à idade, encontra-se cada vez mais sujeito aos vícios e compadrios do poder absoluto, às chamadas "pancadinhas nas costas".

Eis assim que, após anos a "lutar pela pluralidade democrática", Soares vem puxar dos galões para que o PSD não conquiste a chefia do Estado, procurando de qualquer maneira assegurar o verdadeiro Poder Absoluto para o Partido Socialista.

Não antevejo aqui qualquer resquício de pluralidade, antes vejo um retorno do excessivo orgulho, confiança e pretensiosismo que já conhecemos do carácter de Mário Soares. Um mergulho de cabeça que só pode ser fruto, não de um projecto pessoal que este acalentasse, mas antes de uma cedência pouco sóbria perante um aparelho socialista corrupto que lhe soprou o ego, já de si facilmente insuflável.

Caso se candidate...caso vença...Soares terminará o seu "pontificado" com 85 anos... Mas se formos muito optimistas, ainda lá completaria os 90.

Como alguém ontem me dizia: "Pode ser que pela primeira vez assistamos às exéquias de um Presidente em funções".

Haja bom senso.

Sábado, Julho 23, 2005

Soares?!?!??!!?!?!



Segundo noticia hoje o jornal "O Expresso", Mário Soares vem "intensificando contactos com os seus colaboradores mais próximos, com dirigentes do PS e não só, tendo as eleições presidenciais como tema. E o EXPRESSO também sabe que novos encontros estão agendados para as próximas semanas."

Pois será que este homem ainda nos vem assombrar uma vez mais?! Será aos 81 anos que Mário Soares terá o fôlego e a paciência para seguir e atentar nas possiveis asneiras e desmandos no Governo...?

Pois eu duvido, e tenho como certo que essa presidência não passaria de um pacato passeio por Belém, dando largas à acção governamental de um PS todo poderoso.

Isto não pode acontecer, a bem desta Democracia, já de si decrépita, a bem da compensação e equilíbrio entre forças e interesses.

Nunca quis aceitar esta possibilidade como real...e ainda o não faço. Recuso-me a aceitar que este homem, cheio de experiência como é, não tenha a noção de que tudo tem o seu tempo e que ele preencheu o seu na totalidade, e à sua maneira.

Não é aos 81 anos que Soares terá o fulgor para vigiar um governo com as acrescidas responsabilidades que este tem e terá. Não é aos 81 anos que Soares se saberá apartar dos compadrios que fariam deste nosso sistema político um autêntico paraíso para os amigos dos amigos dos amigos.

Ainda segundo o "Expresso", "terá sido já com esta informação que Freitas do Amaral aceitou dar a entrevista ao «Diário de Notícias» esta semana — não tanto para se posicionar ele próprio, mas para desfazer o apoio tácito que dera a Cavaco Silva e preparar o afastamento de Manuel Alegre."


Bom...este esforço de argumentação sugere que o "Expresso" está deveras empenhado na candidatura de Soares...

Veremos.

A sondagem apresentada hoje por este jornal deixa claro que, ainda que contra Soares, Cavaco teria uma vantagem bem confortável.

Considero uma eventual candidatura de Mário Soares como algo de absolutamente anacrónico e moralmente abusivo (uma vez que se trata não de uma vontade pessoal mas simplesmente de puxar galões antigos para contrariar a esperada eleição de Cavaco) , ainda assim, poucas coisas nesta nossa politicazinha de casa de banho me dariam tanto gosto como ver a piece de resistance socialista ser derrotada por um eleitorado prudente e que não se deixa corromper.

Sexta-feira, Julho 22, 2005

Mais uma vez...


Quinta-feira, Julho 21, 2005

E agora...?



Temos o caldo entornado!

Nem mesmo quando Campos e Cunha veio assumir que errara, ao tecer o orçamento rectificativo, me mereceu menor confiança ou credibilidade...

Se havia homem que emprestava alguma seriedade e capacidade a este governo era o seu Ministro das Finanças. Foi um considerável alívio que senti ao sabê-lo convidado a integrar este governo tão perigoso...e que me fez, confesso, por si só, esperar um rumo pelo menos no que toca à política económica do país.

Mas e agora...?!

Depois de ter mostrado não querer dar cheque em branco à Ota e ao TGV pelos óbvios encargos que isso traria, alegam-se "motivos pessoais, familiares e cansaço" para a saída do "homem forte" deste executivo aos 130 dias de trabalho...?! Isto cheira-me a uma saída airosa, calculada por Sócrates, de maneira a suavizar estes desacordos de estratégia, evitando transparecer a fragilidade que terá dado origem a isto...

Ainda assim, vamos procurar por de lado teorias da conspiração e acreditar que foi um azar e que haverá substituto à altura.

Fernando Teixeira dos Santos parece ser o homem que Sócrates propôs já ao Presidente da República. Preside actualmente à Comissão de Mercados e Valores Mobiliários (CMVM), foi secretário de Estado dos governos socialistas de António Guterres e é professor universitário.

Esta ligação a Guterres não augura nada de bom...nada mesmo... Se a filosofia de despesismo for a mesma, então teremos TGV, OTA, e até um novo Centro Cultural em Belém se for preciso. Dinheiro é coisa que não nos falta e... "enfim, é fazer as contas"!

Quarta-feira, Julho 20, 2005

Portugal de Pernas P`ro Ar - 6




E de que maneira...!

É inacreditável... As nossas autoridade têm de desmentir evidências e pactuar com a corrupção moral e política deste país.

Pois atentem a isto:

http://jn.sapo.pt/2005/07/20/sociedade/psp_que_existiu_arrastao_carcavelos.html

E agora a isto:

http://jn.sapo.pt/2005/07/20/sociedade/pcp_e_estao_satisfeitos_clarificacao.html

Será possível que venham a haver sansões às autoridades que apenas usaram da honestidade do que os seus próprios olhos viram...?!? Serão penalizados por não passarem essas imagens pelos filtros corruptos do "politicamente correcto" ?!?

Será possivel que Ana Drago se venha a vangloriar de serem sancionados polícias para fazer vingar a sua mentira?


A palavra REVOLUÇÃO começa a ter algum sentido na minha cabeça... Mas deve ser só do calor da irritação.

Segunda-feira, Julho 18, 2005

Que raio de "União" é esta?!?



"Na Alemanha, o Tribunal Constitucional ordenou a libertação de um cidadão de origem síria suspeito de ligações à al-Qaeda. Os juízes recusaram o pedido de extradição espanhol considerando que o euro-mandado não é válido em território alemão."

in: TSF

Num momento em que tanto se criticam as populações que rejeitaram o tratado europeu posto a referendo, é singular e até conveniente, que se prove agora de forma tão veemente a impraticabilidade do chamado "projecto europeu".

Após serem assassinadas dezenas de civis em Londres, vem o Tribunal Constitucional de um todo poderoso europeu, (Alemanha), provar que a dita "União" não passa de uma miragem. Na verdade, ordenar a libertação de um forte suspeito de actividade terrorista, por questões de acertos e adaptações legais entre "estados membros", não é a melhor prova vinda de cima de que as instituições nacionais estarão prontas para o passo que se pretende dar.

Quando rebentar a próxima bomba em Espanha, Alemanha, ou outro país europeu, talvez nos lembremos de Mamoun Darkazanli e da condescendência alemã para com este "cidadão alemão".

Sexta-feira, Julho 15, 2005

Insólito...!



"Pai esconde bebé e leva nove anos de cadeia.

O pai não mostrou sinais de arrependimento e ficou em silêncio
O Tribunal de Vara Mista do Funchal, Madeira, condenou ontem o pescador madeirense que sequestrou a filha de dois anos e se recusa a revelar o paradeiro da criança a uma pena de nove anos de prisão."



Pergunto-me o que acontecerá após o cumprimento da pena de 9 anos...


Será que o senhor sairá em liberdade e a pequena Sofia fica esquecida pela Lei...?
A verdade é que o pai terá já cumprido pena pelo crime que no entanto perpetuará... Não podendo ser julgado duas vezes pelo mesmo crime... ficará à solta?

E se este pai tiver já morto a sua filha...?

Espanta-me que se diga ser este um país civilizado, onde se aceita que um homem rapte a própria filha e lhe seja atribuída uma pena correspondente a um crime cuja dimensão se desconhece por completo...!

Será rapto? Maus tratos? Homicídio (premeditado/não premeditado)? Venda de crianças? Tudo se pode supor quando está em causa um homem que rapta a filha, dissipando-lhe o paradeiro, afim de, alegadamente, querer obrigar a mulher a reatar o casamento.

Volto a perguntar: E findos os 9 anos de prisão? Expiada a pena esquece-se o paradeiro da Sofia?


Isto faz-me recordar a velha discusão sobre a legitimidade da "Tortura".

O uso de determinado tipo de "técnicas policiais", pode fazer a diferença entre se desmantelarem mais ou menos redes de tráfico de droga, de crianças, armas, prostitutas, imigrantes, terroristas... Descobrir o paradeiro de corpos, produtos de roubos, etc...

Vêm-me à memória o caso de Portimão do Verão anterior. A pequena Joana desaparecida e a mãe e o tio ainda a procurar fintar as autoridades...


A "Democracia" não pode ser arma de arremeço contra a autoridade e a Lei.
A "liberdade individual" dos criminosos não se poderá sobrepor à das vítimas.
Os "direitos humanos" não podem privar as autoridades de saber a verdade e exercer a Justiça.

Quinta-feira, Julho 14, 2005

O Impuro 2



in: "Rua da Judiaria"

"No ano passado, Paulo Moura, jornalista do Público, entrevistou Omar Bakri Mohammed, um sheik que se autoproclamava “líder do Londonistão” e “Teórico da Al-Qaeda na Europa”. Na entrevista, publicada a 18 de Abril de 2004, Omar Bakri falava da “inevitabilidade” de grandes atentados terroristas em Londres e dos grupos que os preparavam. Como é fácil ser profeta quando se controla os cordelinhos que precipitam o Apocalipse.

Aqui ficam, reveladores, alguns excertos dessa entrevista (PÚBLICA Domingo, 18 de Abril de 2004) :



“O terror é a linguagem do século XXI”



PÚBLICA: Acha que vai ocorrer algum grande atentado em Londres? Omar Bakri Mohammed: É inevitável. Porque estão a ser preparados vários, por vários grupos.(…)

P. Há muitos desses grupos “free-lance” na Europa?
R. Cada vez mais. O que é perigoso, porque nem todos têm a preparação teórica adequada. Aqui em Londres há um grupo muito bem organizado, que se auto-intitula Al-Qaeda-Europa. Divulgam, pela internet e email, muito material de propaganda e têm um apelo muito grande sobre os jovens muçulmanos. Sei que estão prestes a lançar uma grande operação.(…)

P. Como sabemos que um atentado é realmente da Al-Qaeda? R. É fácil. Em primeiro lugar são sempre operações em grande escala. O texto divino é claro quanto à necessidade de provocar “o máximo dano possível". O operacional tem portanto de certificar-se de que mata o maior número de pessoas que pode matar. Se não o fizer, espera-o o fogo do Inferno. Em segundo lugar, a Al-Qaeda deixa sempre uma impressão digital: uma pista, como um carro com um Corão ou uma cassete, para ser encontrado pela Polícia. Terceiro, os ataques são feitos em dois ou três lugares ao mesmo tempo. Finalmente, a linguagem. Nos comunicados, basta ler uma frase para se reconhecer o seu rigor teórico: não há nenhum sinal de nacionalismo, não se dizem árabes, nem palestinianos, apenas muçulmanos. Falam sempre do martírio, da morte.(…)

P. Mas o que pode justificar matar deliberadamente milhares de civis inocentes?
R. Nós não fazemos a distinção entre civis e não civis, inocentes e não inocentes. Apenas entre muçulmanos e descrentes. E a vida de um descrente não tem qualquer valor. Não tem santidade.

P. Mas havia muçulmanos entre as vítimas.
R. Isso está previsto. Segundo o Islão, os muçulmanos que morrerem num ataque serão aceites imediatamente no paraíso como mártires. Quanto aos outros, o problema é deles. Deus mandou-lhes mensagens, os muçulmanos levaram-lhes mensagens, eles não acreditaram. Deus disse: “Quando os descrentes estão vivos, guia-os, persuade-os, faz o teu melhor. Mas quando morrem, não tenhas pena deles, nem que seja o teu pai ou mãe, porque o fogo do Inferno é o único lugar para eles".(…)

P. O Corão diz isso? R. Sim. As pessoas não percebem, porque a televisão e os jornais só entrevistam os seculares. Não falam com quem sabe. Os seculares dizem que “o Islão é a religião do amor". É verdade. Mas o Islão também é a religião da guerra. Da paz, mas também do terrorismo. Maomé disse: “eu sou o profeta da misericórdia". Mas também disse: “Eu sou o profeta do massacre". A palavra “terrorismo” não é nova entre os muçulmanos. Maomé disse mais: “Eu sou o profeta que ri quando mata o seu inimigo". Não é portanto apenas uma questão de matar. É rir quando se está a matar.

P. Isso quer dizer que o terrorismo é natural e legítimo? R. Só é legítimo o terrorismo divino.(…)

P. O que pretende a Al-Qaeda? R. O terror. Estão empenhados numa jihad defensiva, contra os que atacaram o Islão. E a longo prazo querem restabelecer o estado islâmico, o califado. E converter o mundo inteiro.(…)

P. Os EUA podem negociar com a Al-Qaeda? R. A Al-Qaeda é por natureza uma entidade invisível, não é um Estado, por isso não pode dialogar com um Estado. O seu projecto é derrubar os governos corruptos dos países muçulmanos, substitui-los por governos islâmicos e reconstituir o califado. Nessa altura, como Estado, poderão negociar com os EUA, de igual para igual. Primeiro, tentarão um pacto de segurança com eles. Dirão: nós fornecemos o petróleo e viveremos em paz, mas na condição de podermos divulgar livremente o Islão no Ocidente. Se os americanos não permitirem isto, então o califado terá de lhes declarar guerra.(…)"




Para breve o "Lisbonistão" ?!? Ou será que já existe...?

This page is powered by Blogger. Isn't yours?

online
Free Vote Caster from Bravenet.com Free Vote Caster from Bravenet.com
Free Guestbook from Bravenet.com Free Guestbook from Bravenet.com